Ascensão do Senhor- Irmã Becky Spires, Português

29 de maio de 2025

“Deixo-vos a minha paz. A minha paz vos dou, mas não a dou como o mundo”.Jo.

Farei a minha reflexão, a partir desta frase do Evangelho de hoje. E começo com as perguntas: Qual é a paz que vivemos em nossos dias atuais? E, qual é a paz que Jesus nos deixa enquanto discípulas e discípulos dele?

Hoje, vivemos um tempo muito necessitado de paz. E não se trata apenas ausência de guerras. Trata-se daquela paz filha da justiça, que reintegra os filhos e as filhas de Deus nesse mundo. A paz que interliga, que conecta, que faz fluir a energia vital e que permite a nós, continuarmos cocriando e melhorando a obra de Deus. Essa é a paz de que necessitamos.

Isto porque, se vivêssemos em paz, se respeitássemos uns aos outros, se estivéssemos ligados pelo amor emanado de Deus quando, cuidadosamente nos moldou individualmente, não estaríamos nos autodestruindo.

Nós, temos trilhado por caminhos que estão cada a dia, se afastando mais do amor original: que ata laços e ficando no pecado, isto é, na quebra das relações. E, por isso mesmo, hoje vivemos vários conflitos armados mundo afora. Conflitos muito antigos e conflitos mais recentes. Conflitos mais visíveis, como os que acontecem em Gaza e na Ucrânia. E outros menos visíveis, como os diversos conflitos acontecendo por todo o continente africano.

De um lado, há o conflito, geralmente fruto da ganância e disputa de poder. Do outro há quem ache que a paz se fará com o mero o baixar das armas. Contudo, nestes processos de “negociação de paz”, às vezes o custo é alto para os filhos e as filhas de Deus mais sofridos – os pequenos. Isto porque, por vezes a dignidade e a liberdade que é negociada nas bancas da paz.

Me ponho a pensar diante da provocação evangélica, como se pode construir paz usando parâmetros injustos? Quando para o reestabelecimento da paz, se usa como moeda de troca: terras, mineiros e tantas outras coisas que ferem de morte a dignidade das filhas e dos filhos de Deus?

Hoje a comunidade joanina nos faz lembrar que essa não é paz de Jesus. A paz de Jesus é aquela que recoloca na roda, o que foi excluído; que devolve a dignidade à mulher que foi violentada e tratada como objeto; que denuncia os discursos falsos e as leis injustas que criam pesados fardos para o povo de Deus carregar.

A paz que Jesus dá, não é uma paz quieta, calada, amordaçada, oprimida. Ao contrário, ela perturba os acomodados, porque gera Justiça, gera a vida. Que sejamos Paz uns para com os outros nesse nosso mundo tão necessitado de paz.

29 de maio de 2025

Jesus disse aos seus discípulos:
“Assim está escrito que o Cristo sofreria
e ressuscitaria dos mortos ao terceiro dia
e que em seu nome seria pregado o arrependimento para o perdão dos pecados
a todas as nações, começando por Jerusalém.
Vocês são testemunhas destas coisas.
E eis que vos envio a promessa de meu Pai;
mas fiquem na cidade
até que sejam revestidos de poder do alto.”
Então, ele os levou para fora, até Betânia,
levantou as mãos e os abençoou.
Enquanto os abençoava, separou-se deles
e foi elevado ao céu.
Eles o adoraram
e depois voltaram para Jerusalém com grande alegria,
e estavam continuamente no templo louvando a Deus.

 

Conheça a Irmã Becky Spires, SNDdeN

Rebeca Spires with her sister Mary Alice, now an Associate of Notre Dame, became Catholics at an early age when they transferred to St. Leo School in Columbus, Ohio. They both attended St. Joseph Academy. Rebeca entered the Sisters of Notre Dame de Namur at the end of her junior year. After five years in initial formation at Mount Notre Dame, she returned to Columbus to teach middle grades at St. Agnes parish school, then served in Arizona for two years at parish schools where she had a wonderful experience among Chicanos and other migrants Then, she taught another year in Dayton before going to Brazil in 1970. In Brazil Sister Rebeca worked among farm workers with Sr. Dorothy Stang until 1974 when they moved to the state of Pará in following the migrating farmers. From 1979 to today, she has been working full time with indigenous populations. Proclaiming the Good News among indigenous peoples takes many forms, such as teacher training, creating alphabets and written forms for oral languages, defending and advocating for indigenous territorial rights as well as for Mother Earth’s rights to respectful treatment, and always celebrating God’s goodness in the most diverse ways with peoples of very distinct religious expressions. Sr.Rebeca works with a team that believes in formation through information which they bring to the Indians through a magazine, radio and TV programs, DVDs e-books, didactic materials in Indian languages. Presently Indian Theology is the main thrust of this ministry which is constantly opening new worlds to her. She is also on the Brazil Province Formation Team which happily accompanies nine Brazilian sisters in initial formation. A sister of Notre Dame since 1958 and missionary in Brazil since 1970, Sister Rebeca’s main ministry is with indigenous peoples in the extreme north of Brazil. At present, the main focus of the mission is the formation of indigenous ministers of the sacraments. Since 2014 Sister coordinates the Mission at the Borders:Brazil,Suriname and French Guyana which reaches out to migrants and victims of various forms of exploitation. When in the city of Belem, where the Indian Mission Council has headquarters, sister is in constant contact with her friends the street dwellers who are a constant reminder that Jesus is in our midst – always and forever.