Mid-Week Reflection for Lent – Sr. Sandra Araujo Santos, SNDdeN
March 25, 2026
Our Gospel is a well-known story about the friendship between Jesus and the family of Lazarus. In this text, there are many aspects to be explored by biblical scholars. However, since I am not a scholar, I will focus only on this sentence: “When Jesus saw her weeping, and the people who had come with her also weeping, he was deeply moved within and profoundly troubled.”
I begin by asking: what makes each and every one of us feel deeply moved within? What touches our hearts? How do the pains of our present time affect us? What is our reaction to the suffering around us?
When Jesus saw the pain of Lazarus’ sisters, he did not merely offer comfort, but deeply felt the pain of the sisters and of that community. And, in the face of that pain, he acted to resolve its cause—in that case, the resurrection of Lazarus. Bringing him back to life was the only solution capable of ending that immense pain.
And what about us? Are we able to draw close and truly feel the pain of another, and then see more clearly what is at stake in that situation and intervene in some way?
What action do I feel compelled to take when I witness children dying of hunger because of wars caused by those who think only of money and power? Am I able to go beyond indignation and act in ways that address the causes of that suffering?
How deeply does it hurt me to see the suffering of mothers who lose their daughters and sons to gangs, to the police, to depression, or to other illnesses brought on by the excessive use of digital media? How much does it pain me to see the suffering of victims of violence and sexual abuse, and other forms of abuse, perpetrated by priests, deacons, or even nuns? What is the depth of my faith, of our faith? Does it resemble that of those who only weep, or does my faith lead me to concrete action in favor of threatened life that is crying out for help?
These questions came to me as I read this Gospel. I believe this reading is an invitation for us to reflect on our action as Christians, as those who continue the dream of Saint Julia and Francesca, in the face of the demands and challenges of our time. It is an invitation to adopt an attitude that brings hope, that restores the joy of living, rather than simply lamenting what we are no longer able to be or do.
Reflexão
O Evangelho de hoje é longo. É uma história conhecida, de uma amizade entre Jesus e a família de Lázaro. Há neste texto, muitos aspectos a serem explorados por estudiosos bíblicos. Contudo, como não sou estudiosa, vou me deter apenas a esta frase: “Quando Jesus a viu chorar, e também os que estavam com ela, estremeceu interiormente, ficou profundamente comovido. ”
Começo perguntando: O que nos faz, todas e cada uma de nós estremecer interiormente? Ficar comovida? Como as dores do nosso tempo atual nos tocam? Qual a nossa reação diante das dores ao nosso redor?
Jesus ao ver a dor das irmãs de Lázaro, não apenas consolou, mas sentiu profundamente a dor das irmãs e daquela comunidade. E, diante da dor, ele agiu para solucionar a causa da dor, naquele caso, a ressurreição de Lázaro. Trazê-lo à vida novamente, era a única solução capaz de fazer parar aquela dor imensa.E nós, conseguimos chegar muito perto e sentir profundamente a dor da outra, do outro, e então enxergar com mais clareza o que está em jogo naquela situação e intervier nela de algum modo?
Que ação me sinto impulsionada a fazer quando presencio crianças morrendo e fome por causa das guerras causadas pelos que só pensam em dinheiro em poder? Consigo ir além da indignação e atuo de forma a interferir nas causas daquela dor?
O quanto dói em mim, ver os sofrimentos de mães que perdem as suas filhas e os seus filhos para as gangues, para a polícia ou para a depressão ou outras doenças adquiridas por causa do uso exagerado das mídias digitais?
O quanto me dói, a dor das vítimas da violência e abuso sexual e de outros tipos, perpetrados por padres, diáconos ou até freiras?
Qual o tamanho da minha, da nossa fé? Se parece mais com aqueles que apenas choram ou, a minha fé me leva a uma ação concreta em favor da vida ameaçada e que está me pedindo socorro?
Me vieram estas perguntas ao ler este evangelho. Penso que esta leitura é um convite para nós pensarmos a nossa ação de cristãs, de continuadoras do sonho de Santa Júlia e Francisca diante das demandas e desafios do nosso tempo. Um convite a ter uma postura que traga esperança, que devolva a alegria de viver e não uma postura de apenas chorar pelo que já conseguimos mais ser ou fazer.
Estas são as provocações que trago para nós hoje.
Meet Sister Sandra Araujo Santos, SNDdeN
Conheça a Irmã Sandra Araujo Santos, SNDdeN.
Irmã Sandra Araújo dos Santos, iniciou na congregação das Irmãs de Notre Dame de Namur no ano de 1997. Hoje mora e exerce o seu ministério na Ilha do Marajó-Estado do Pará-Brasil. Ela mora com outras duas irmãs de Notre Dame de Namur e hoje está também na Equipe de Liderança das INDs na unidade Brasil.
