Réflexions sur l'Evangile

Feast of the Nativity Midnight

Luc 2:1-14

Feast Day Reflection by Sister Becky Spires

Publié: December 24, 2017


É Natal. Mais uma vez ficamos encantadas e maravilhadas com este Deus que vem a ser gente como nós. O Pai que deu seu filho, o Espírito que cobriu Maria, o Filho que é o rosto divino da humanidade e o rosto humano de Deus. A grande luz chegou a nossa escuridão. Ele é o Conselheiro admirável, o Deus forte, o Pai dos tempos futuros, o Príncipe da paz. E ele está no meio de nós. Ele vem sim, mas ele já está no meio de nós, agora e para sempre. Não tem como compreender isso. É demais grande. Talvez seja por isso mesmo que ele vem bebezinho, para que nós possamos pega-lo nos braços, cantar para ele, cuidar dele. Assim, o que não entra na cabeça toma conta do coração e há uma compreensão muito além do raciocínio.

Porém, “... não havia lugar para eles na hospedaria.” Isso dói. Como não tem lugar?! Isso é impossível! E aí, minhas irmãs, olhamos nosso mundo de hoje com milhares de refugiados das guerras e conflitos, com milhões de pessoas, famílias inteiras, vivendo na rua, nas praças, sem abrigo, sem casa. Não tem lugar para eles. O latifúndio, madeireiros, agronegócio, mineração, as hidrelétricas, ferrovias, estradas, tudo está expulsando gente de sua terra, sua casa. Nesta semana logo antes de Natal centenas de famílias foram expulsos de uma terra no Pará com força violenta. Desde outubro 150 indígenas fugindo da pobreza em Venezuela perambulam as ruas de Belém e tem notícia de mais 100 chegando à véspera de Natal. E quantos mais em Haiti, Syria, Korea, em todos os continentes. A humanidade anda porque “não tem lugar para eles”.

E quem anda, quem não tem lugar, tem fome. Tem fome todos os dias. Fome de comida sim, o que faz com que fica fraco e adoece com facilidade. Fome dói, e às vezes para esquecer esta dor usa droga. O crack é mais barato que o pão. Quem anda, quem não tem lugar, anda sujo, fedido, não tem banheiro nem água. E quando consegue água não tem sabão.

Nosso presépio é tão bonito e aconchegante, mas lembramos que lá em Belém aquela noite do primeiro Natal era frio, cheirando mal e faltando condições higiênicas. O que fez aquilo não só suportável, mas um lugar de felicidade, ternura, luz e paz, foi justamente o amor. O amor de José, de Maria, dos pastores, dos anjos, das estrelas, do Pai e o Espírito. Amor fez aquele lugar o mais lindo do mundo, o mais feliz.

Então, vamos plantar amor em nosso mundo, vamos amar os andarilhos e os que não têm lugar; amar com atos e abraços, com palavras de ternura e carinho, com roupas e comida. Se não temos casa para todos, que tornamos seu pedaço de rua ou campo um lugar cheio de amor e luz e paz.

O Filho de Deus saiu de sua zona de conforto e Jesus veio à Terra por nós. Vamos nós sair de nossa zona de conforto e ir ao encontro dele em nossos irmãos que sofrem. Ele está no meio de nós. Não vamos deixá-lo permanecer invisível.

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