Réflexions sur l'Evangile

Feast of All Saints

Matthieu 5:1-12a

Feast Day Reflection by Sister Kathryne Webster

Publié: November 01, 2017


 

A Festa de todos os Santos e todas as Santas.  Quem são estes Santos e estas Santas que celebramos hoje, o primeiro dia do mês de novembro? 

Para nossa reflexão e oração hoje, a Igreja nos oferece um trecho do Evangelho que a Comunidade de Mateus achou importante de lembrar e passar para nós escrito no Capítulo 5 versículos 1 a 12a.  Será que estes versículos esclarecem a identidade deste povo santo?

O povo santo é chamado a ser feliz .  É repetido 9 vezes e no versículo 12 tem mais duas palavras que quer dizer felicidade.  A felicidade é o alvo deste programa desenhado nesta leitura.  Quando paramos e pensamos neste mundo:  o que é ser feliz?  Olhamos para a mídia, conversas, palestras, qual é a impressão de ser feliz?  É de adquirir coisas, e mais coisas, ter um poder aquisitivo, ter relacionamentos que nos agradem, que “traz felicidade”, ter um corpo de um certo padrão e sobretudo de não sofrer.  Como você ia responder à esta pergunta:  o que é ser feliz?”

Jesus ensina o povo da multidão e seus discípulos, ele dá 9 pontos para ser felizes.  O primeiro ponto é no presente:  Felizes os pobres em espírito porque deles é o Reino de Deus.  Sendo pobre em espírito agora o Reino de Deus já é deles e delas. Tem tido muito debate sobre esta frase...é pobreza material? Está valorizando a pobreza? Gente rica pode ser pobre em espírito?  Por que pode ser alcançado já? Sugiro esta felicidade pode ser alcançada agora já, para as pessoas que vivem com todo seu ser o seguimento de Jesus.  Neste seguimento de Jesus  vive ou procura viver as próximas 7 sugestões para felicidade.  Procura viver a mansidão, viver atrás de justiça, ser misericordioso, viver puro de coração, e promover a paz.  Como é que ser aflito cabe nisso?  Estão aflitos por causa da situação de faltar justiça, faltar misericórdia e ser manso num mundo que não valoriza a mansidão.  E tudo isso leva a Perseguição hoje e agora.  Isso também é presente:  quem procura viver estas sugestões é perseguido, com calunias, rejeições, violências até a morte.  Por quê?   Este Reino de despojamento, mansidão, misericórdia, justiça, pureza, paz e amor está na contramão do sistema vigente que atualmente tem o poder político, econômico, social e ideológico dominante na mão. Embora que este sistema parece tão poderoso que não dá de derrubar ou transformar, este sistema tem muito medo, medo mesmo de grupos que reúnem e tentar viver este plano. Tem espaços onde as consequências destes características – os pobres recebendo terras, consolação, alimentos, misericórdia, paz, justiça na terra – já estão começando a existir e estes focos geram medo e por tanto perseguição.

Com certeza você pode pensar em vários exemplos da sua realidade local.  Oferece um daqui do Norte do Brasil:  Um grupo de famílias sabendo que uma área grande de terra embora com um se diz dono, era pública e este se diz dono era um grileiro.  Ocuparam as terras e começaram uma luta de mais de 7 anos para conseguir esta terra.  Durante estes sete anos o povo ocupando nunca agrediu nenhum funcionário da fazenda, nunca danificou propriedade, nunca machucou os animais do fazendeiro e nunca machucou o fazenderio.  Por outro lado o fazendeiro através de funcionários e polícia comprado, agrediram o povo verbal e fisicamente, chegando a matar três pessoas; ameaçaram e assediaram crianças na estrada indo para aula; destruíram propriedade: animais, casas, pertences do povo e por fim tocaram fogo numa das escolas e uma casa de oração da Assembleia de Deus.    A justiça decidiu em favor do povo e da união há mais de um ano, assim era para o fazendeiro desocupar totalmente.  Até hoje estas terras ainda não foram desocupadas totalmente pelo fazendeiro e a justiça não tem insistido.  Uns dias atrás alguém, supõe-se ao mando do fazendeiro, veio medir um lote na área, e invadiu a terra de um dos ocupantes.  À luz desta provocação, à luz da lerdeza da justiça e do órgão federal de Reforma Agrária (INCRA) de cumprir a ordem de tirar o fazendeiro e à luz da continuidade de uma situação de ameaça insuportável da fazenda, uns homens queimaram a estrutura da fazenda—casa e curral--sem queimar os pertences dos funcionários muito menos machucando os funcionários para que os funcionários não fossem ter onde ficar, forçando a desocupação. Em seguida eles montaram barricadas para empatar a entrada de mais gado, funcionários ou pessoas ligadas com a fazenda.   Duas semanas atrás a Equipe da Pastoral visitou o acampamento.  Teve homens, mulheres e crianças na beira de um igarapé, no meio da mata. Cachos de bananas estavam pendurados, mais bananas em baixo de palha, um monte de arroz, feijão, óleo, café, açúcar que o povo tinha trazido ou doado, e um fogo acesa com carne assando.  A energia positiva no meio do povo era contagiosa.  Reconheceram o sofrimento, mas estavam alegres com sua luta, com a participação de todos e com a esperança da vitória.  Neste momento (16 de outubro) a situação continua deste jeito, ainda esperança a ação necessária para definitivamente entregar estas terras ao povo. Vejo neste povo um exemplo vivo e atual das Bem-aventuranças, os Santos e as Santas que celebramos hoje!

--Na sua realidade, onde você encontra Santos e Santas?  Onde está vendo sinais que o Reino de Deus está sendo vivido HOJE? 

 

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